quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Doctor Hannibal Lecter

O vilão.

Encontrei nas palavras de outro alguém tudo que eu queria expressar sobre Hannibal e Clarice:

A sequência final de Hannibal de Ridley Scott (2001), é o desfecho lógico - ainda que as paixões não sobrevivam da coerência de conceitos ou acções -, de um amor condenado desde o primeiro encontro entre Clarice e Hannibal Lecter, em O Silêncio dos Inocentes (1991). Com um cutelo na mão livre, e preso com a outra às algemas que o impedem de fugir, Dr. Lecter não hesita em sacrificar a sua própria mão acorrentada para escapar e, dessa forma, preservar a integridade física de Clarice. A fascinante mente deste homem de paladares requintados, amante de arte sacra e música clássica e que, por contingências do destino, encontra um raro sentido de prazer e justiça nos mistérios de cortar às postas e temperar com folhas de louro outros homens de mesquinhos apuros éticos ou estéticos, fazem dele um verdadeiro herdeiro do espírito renascentista até na capacidade infinita de amar com altruísmo. Mais tarde, quando Clarice detém a sua perseguição junto ao rio, não é por acaso que o céu negro é pincelado por um fogo de artificio que rasga as trevas da noite. A explosão multicolor acontece também no seu coração ao confirmar a fuga do homem que, por amor a si, amputou o punho direito. Se olharmos com atenção, podemos ver os olhos com um brilho diferente e mais cristalinos do que o habitual na agente do FBI.

por http://tapornumporco.blogspot.com/

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